quinta-feira, 1 de dezembro de 2011

Somos todos responsáveis

A comitiva passou pela rua; soldados fortemente armados levavam um condenado para a forca.

“Este homem não prestava”, comentou um discípulo com Nasrudin. “Uma vez dei-lhe uma moeda de prata para ajudá-lo a levantar-se de novo na vida, e ele não fez nada de importante”.
“Talvez ele não preste, mas pode estar agora caminhando para forca por sua causa”, contestou o mestre.“É possível que tenha utilizado a esmola para comprar um punhal, que terminou usando no crime cometido; então, suas mãos também estão ensangüentadas – porque, ao invés de ajudá-lo com amor e carinho, preferiu dar-lhe uma esmola e livrar-se de sua obrigação”.

Paulo Coelho

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