MTL Alagoas
domingo, 21 de agosto de 2011
Aplicação da Lei Maria da Penha ainda depende do Supremo, diz ministra
18/08 às 16h16
- Atualizada em 18/08 às 16h23
Thais Leitão
Cinco anos após a criação da Lei Maria da Penha, que tipifica os crimes domésticos contra as mulheres e aumenta as punições para os agressores, o principal desafio para a plena aplicação da norma ainda é o julgamento de duas ações que estão no Supremo Tribunal Federal (STF) contestando a constitucionalidade de alguns artigos do texto legal. A avaliação foi feita hoje (18), no Rio, pela ministra da Secretaria Especial de Políticas para as Mulheres, Iriny Lopes.
Ao participar do 2º Encontro Nacional dos Ministérios Públicos dos Estados e do Distrito Federal, que discute a implementação da Lei Maria da Penha, Iriny Lopes cobrou mais agilidade do STF na decisão. Para ela, o julgamento dessas ações diretas de inconstitucionalidade (Adins) é fundamental para criar um regramento dentro do Judiciário que dê por concluído o debate doutrinário. "Este é o desafio número 1. Tenho expectativa positiva, agora é colocar na pauta [de votação no STF] o mais rápido possível”, disse ministra.
Segundo Iriny, as três esferas de governo também precisam trabalhar juntas para ampliar a rede de enfrentamento à violência. Entre as ações necessárias, ela citou a criação de mais delegacias e varas especializadas, a construção de mais casas-abrigo para mulheres vítimas de violência e a capacitação de profissionais que prestam atendimento a essas pessoas.
Iriny Lopes destacou ainda que que os programas de acolhimento precisam garantir atenção especial aos filhos de casais que vivem situações de violência doméstica. De acordo com a ministra, em 65% dos casos, crianças e jovens são testemunhas das agressões. “Muitos deles crescem acreditando que a violência é um fato corriqueiro e podem se tornar vítimas passivas ou agressores sem limites de crueldade”, disse a ministra, ressaltando que, no Brasil, a cada dois minutos, quatro mulheres são agredidas.
O procurador-geral de Justiça, Cláudio Lopes, enfatizou que é fundamental tornar conhecidas da população as sanções previstas na Lei Maria da Penha, como a possibilidade de prisão. Ele acredita que esta é a melhor maneira de prevenir as agressões praticadas contra as mulheres. “O caráter de prevenção, em direito penal, passa muito pela certeza da punição", lembrou Lopes.
Ele destacou que os autores da violência, que em geral são os maridos e os namorados, precisam saber que, se praticarem qualquer tipo de violência doméstica contra a mulher ou a namorada, terão de enfrentar o rigor da lei.
www.jb.com.br
Ag. Brasil
Nenhum comentário:
Postar um comentário
Postagem mais recente
Postagem mais antiga
Página inicial
Assinar:
Postar comentários (Atom)
As mais Acessadas
Trabalho infantil atrapalha desenvolvimento da criança, diz pediatra
25/07/2011 - 19h30 Cidadania Elaine Patricia Cruz Repórter da Agência Brasil São Paulo – Os males causados pelo traba...
Professores fazem paralização de advertência em Novo Lino
Mais de duzentos trabalhadores da educação tomaram as ruas e acusaram o prefeito de quebra de acordo. Depois de meses de negoc...
MPF inicia cruzada contra construções irregulares às margens de rodovias federais
por Assessoria MPF/AL investiga construções irregulares na BR-316 Imagens registradas pelo MPF em Alagoas revelam a construção de cerc...
Controle social e transparência abrem painéis no Dia Internacional Contra a Corrupção
1ª Conferência Nacional sobre Transparência e Controle Social ( Consocial) é apresentada em Maceió Cláudio Vilhena, da C...
Relatório: 1% dos proprietários detêm 46% da terra
O Relatório sobre os Crimes do Latifúndio, elaborado pela Comissão Pastoral da Terra (CPT), Rede Social de J...
Nenhum comentário:
Postar um comentário