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sexta-feira, 14 de outubro de 2011

Professores defendem agricultura familiar para proteger biodiversidade

PAÍS - ALIMENTAÇÃO

Professores da Universidade de Brasília (UnB) defendem a agricultura familiar para proteger a variedades de alimentos no país. O Brasil é considerado um dos centros de origem da biodiversidade agrícola no mundo.
  www.brasil.agenciapulsar.org  
  
Em entrevistas à Agência UnB, os professores destacaram a agricultura familiar como central para a preservação de espécies de alimentos.
Ricardo Neder lembra que “a diversidade de espécies agrícola está associada à sociodiversidade, representadas pelo pequeno produtor”.
Nagib Nassar explica que centros de origens são regiões onde surgiram os principais alimentos cultivados no mundo. Egípcio, Nagib veio estudar no Brasil justamente por encontrar aqui um centro de origem da mandioca. O pesquisador destaca que a diversidade genética é importante para a descoberta de espécies mais nutritivas e resistentes.
Já Tamiel Khan acrescenta que “em muitas ocasiões o geneticista não sabe onde encontrar as melhores espécies”. Para ele, o diálogo com o saber popular é essencial.
Segundo o professor Khan, a atuação dos agricultores familiares também é fundamental para proteger as variedades selvagens das espécies cultivadas, que “geralmente são as mais adaptadas às condições naturais de solo e clima”. (pulsar)

pulsar Brasil

domingo, 7 de agosto de 2011

FAO alerta comunidade internacional sobre tendência de aumento da fome na África

05/08/2011 - 14h36
Renata Giraldi
Repórter da Agência Brasil

 
Brasília – A Organização das Nações Unidas para Agricultura e Alimentação (FAO) advertiu hoje (5) que a tendência é aumentar o número de áreas atingidas pela fome na Somália. Só no país, 3,7 milhões de pessoas enfrentam o problema, das quais 3,2 milhões precisam de assistência imediata. A previsão é que, em até seis semanas, a fome se espalhe para o restante do país e os vizinhos.
Segundo os analistas da FAO, a estimativa é que a fome persista até dezembro deste ano. A crise se agravou com a seca e os conflitos internos. De acordo com dados recentes, 30% da população do país estão desnutridos e duas pessoas em cada grupo dez morrem de fome.
A falta de alimentos ameaça também cerca de 12,4 milhões de pessoas que vivem nos países vizinhos à Somália, como o Djibuti, a Etiópia e o Quênia. A FAO apelou para a ajuda da comunidade internacional na tentativa de obter fundos para a proteção das famílias mais vulneráveis na Somália.
As medidas incluem o fornecimento de comida, medicamentos e vacinas e treinamento, além do programas de transferência de renda. Também há projetos para a distribuição de sementes e insumos para estimular o plantio na região. Paralelamente, a Organização das Nações Unidas (ONU) prepara a organização de abrigos para refugiados que tentam escapar da fome e dos conflitos internos.

Edição: Juliana Andrade

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