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quarta-feira, 31 de outubro de 2012

O que é Programa de Aquisição de Alimentos - PAA?

Agricultura Familiar A agricultura familiar gera mais de 80% da ocupação no setor rural e responde no Brasil por sete de cada 10 empregos no campo e por cerca de 40% da produção agrícola. Atualmente a maior parte dos alimentos que abastecem a mesa dos brasileiros vem das pequenas propriedades. A agricultura familiar favorece o emprego de práticas produtivas ecologicamente mais equilibradas, como a diversificação de cultivos, o menor uso de insumos industriais e a preservação do patrimônio genético. Em 2009, cerca de 60% dos alimentos que compuseram a cesta alimentar distribuída pela Conab originaram-se da Agricultura Familiar.

O que é o PAA?

O Programa de Aquisição de Alimentos - PAA - é um instrumento de estruturação do desenvolvimento da agricultura familiar, acionado após a etapa final do processo produtivo, no momento da comercialização, quando o esforço do pequeno produtor precisa ser recompensado com recursos que remunerem o investimento e a mão-de-obra e lhe permita reinvestir e custear as despesas de sobrevivência de sua família. Considerado como uma das principais ações estruturantes do Programa Fome Zero, o PAA constitui-se em mecanismo complementar ao Programa Nacional de Agricultura Familiar (Pronaf).

Instituído pelo art. 19 da Lei nº10.696, de 02 de julho de 2003, e regulamentado pelo Decreto nº 6.447, de 07 de maio de 2008, o Programa de Aquisição de Alimentos - PAA promove a aquisição de alimentos de agricultores familiares, diretamente, ou por meio de suas associações/cooperativas, com dispensa de licitação, destinando-os à formação de estoques governamentais ou à doação para pessoas em situação de insegurança alimentar e nutricional, atendidas por programas sociais locais.

Sua operacionalização é simples, pois a compra é feita diretamente pela Conab, sem intermediários ou licitações, e com preço recompensador. Em uma de suas modalidades, os alimentos adquiridos são destinados de imediato a programas sociais da região, com o que se movimenta a economia local a um custo menor, porque se evitam os "passeios" desnecessários.

Abaixo estão os preços praticados pela CONAB apra através do Programa de Aquisição de Alimentos (PAA) que regula o valor previamente tabelado para a relação de comercialização entre os produtores e a CONAB.

Como se vê, a tabela encontra-se desatualizada constando valores ainda de 2009 para alguns produtos. Esta é uma das limitações que a lei que instituiu o PAA não previu um período nem um percentual de correção baseado na média de inflação acumulada no periodo para ser mais atrativo e dá mais segurança ao produtor.



UF: AL
Município: Maragogi

Produto: POLPA DE MARACUJA

Unidade de comercialização Preço * Data
KG R$ 4,50 26/08/2011
UN R$ 3,60 28/01/2009

Produto: MAMAO HAVAI

Unidade de comercialização Preço * Data
KG R$ 1,90 12/07/2011

Produto: RAIZ DE MANDIOCA

Unidade de comercialização Preço * Data
KG R$ 0,60 25/08/2011

Produto: POLPA DE GOIABA

Unidade de comercialização Preço * Data
KG R$ 2,29 06/03/2009

Produto: BANANA DA TERRA

Unidade de comercialização Preço * Data
KG R$ 1,70 20/09/2012

Produto: POLPA DE ABACAXI

Unidade de comercialização Preço * Data
KG R$ 4,00 05/10/2012

Produto: BANANA PRATA

Unidade de comercialização Preço * Data
KG R$ 1,10 20/09/2012

Produto: MEL DE ABELHA

Unidade de comercialização Preço * Data
KG R$ 7,50 11/12/2010
LT R$ 7,50 10/02/2010

Produto: DOCE DE BANANA EM CALDA

Unidade de comercialização Preço * Data
KG R$ 7,00 24/01/2011

Produto: POLPA DE GRAVIOLA

Unidade de comercialização Preço * Data
KG R$ 5,50 05/10/2012
LT R$ 5,50 11/09/2012

Produto: LARANJA LIMA

Unidade de comercialização Preço * Data
KG R$ 0,75 26/10/2010
* O preço da consulta é referente à última aquisição do produto no município pelo PAA. Observa-se que alguns preços de anos anteriores são de operações que foram realizadas com o produto, porém pode acontecer que em anos seguintes o mesmo não figurou no projeto.

(fonte:Conab/MTL-AL)

segunda-feira, 22 de outubro de 2012

Família sem-teto sofreu Incêndio criminoso em Novo Lino

No momento da tentativa de homicídio havia três pessoas dormindo: Uma teve queimadura grave.


O incêndio em um barraco, onde mora cerca de cento e cinquenta famílias sem-teto em Novo Lino, há 90 km de Maceió, na madrugada do sábado para o domingo, deu noção de como está debilitada e abandonada a segurança pública em Alagoas. O ato criminoso ocorreu por volta da meia-noite do sábado, enquanto todos estavam recolhidos em seus barracos. Dona Zuleide, 46, seu esposo, Amaro Miguel, 63, e a filha Leidiane Maria, 18, foram vítimas da tentativa de homicídio, tendo seu barraco foi incendiado após lançarem gasolina e atearem fogo no telhado.

Na ocasião, a família dormia e só não houve vítimas fatais, graças ao cachorro que estava dormindo dentro de casa e latiu, talvez pelo barulho de gente envolta da casa. A dona-de-casa despertou para colocá-lo para fora de casa, quando também percebeu o barulho nos arredores  e o cheiro forte de gasolina. "Só deu tempo gritar para acordar a família e já foi caindo gasolina queimando. Se tivéssemos dormindo não escaparíamos" relata Dona Zeleide.

 A dona-de-casa foi quem teve consequências mais graves além de perdas de roupas e móveis e destruição da casa. Teve queimaduras de segundo grau nas pernas, dos joelhos até os pés. Ao gritar, acordaram a vizinhança que se mobilizou para o socorro e para contenção do fogo. Com isso ouviram passos dos autores deixando o local. O barraco era um pouco isolado dos outros, mas caso o fogo se alastrasse poderia atingir outras residências.  

Dona Zuleide foi atendida no hospital de Joaquim Gomes. A outra vítima, Amaro Miguel, tentou contato com o bombeiro que descartou o deslocamento. O mais grave, segundo ele, foi quando se dirigiu à Delegacia Regional de Novo Lino para que houvesse apuração dos fatos e encontrou a porta fechada. "Chamei bastante e ninguém atendeu", disse o trabalhador. No dia seguinte foi à Companhia da PM no município e ouviu que não podiam registrar a ocorrência, apenas atuar em flagrante. "Estamos abandonados sem ter a quem pedir ajuda" desabafou.

Retornaram à Delegacia por duas vezes no dia seguinte para só então ter o registro da ocorrência e ouviram que só havia dois policiais civis de plantão e um estava em diligência na cidade vizinha na tentativa de efetuar uma prisão em flagrante - o que contraria as funções da policia civil. Ficou claro um jogo de empurra e falta de entrosamento entre as Corporações Civil e Militar na cidade.

Para a vítima Zuleide, o crime tem motivação política, pois nas eleições subiu no palanque do rival do atual prefeito derrotado na tentativa de reeleição. Novo Lino está completamente abandonado, mesmo sendo área com histórico de violência, de grupo de extermínio e de crimes políticos.  O município faz fronteira com Pernambuco e é tão estratégico em sua posição para um plano de segurança regional, quanto, para uma rota de fuga de criminosos.

Na cidade há investidas - não se sabe de quem - para reforçar o retorno do crime organizado. Pois, retiram o posto da Polícia Rodoviária Federal (PRF), a cúpula de segurança do estado anunciou a transferência da Companhia da PM de Novo Lino para Joaquim Gomes que é menos central na região. A delegacia que é regional é desestruturada, sem espaço adequado, sem pessoal nem equipamentos. Há plantão de um dia do Delegado e durante sua ausência não se faz registro de ocorrências. Quanto ao atendimento no juizado, promotoria e defensoria pública é de um dia por semana, quando não faltam, por responderem por mais de uma comarca.

O problema não é de falta de recursos financeiros apenas, pois está em curso investimentos milionários, através do Programa Brasil Mais Seguro, fruto da parceria entre os governos estadual e federal. Alagoas foi o primeiro a ser comtemplado pelo seu alto índice de violência. Privilegiando apenas as cidades maiores, a exemplo de Maceió e Arapiraca, deixando as de menor porte não só abandonadas como esvaziadas de contingente policial para atender estas prioridades políticas das cidades-polos.

O resultado da segurança em Alagoas: além de não alcançarem a desejada redução dos índices de violência, esvaziaram - de policiais - as cidades menores onde consequentemente aumentou a violência que, sem segurança, abriu novo mercado para a expansão do crime: destino dos bandidos para instalarem suas filiais criminosas e aumentar seus lucros com drogas. Quem está ganhando com o plano de segurança: As empresas que estão brigando pelas licitações e o crime que está - e sempre foi - mais organizado que o estado. Não foram acuados na capital e ainda ganharam mais mercado no interior.

(Coletivo sindical e Popular/Novo Lino)

sexta-feira, 31 de agosto de 2012

Sem Terra desocupam a Praça Sinimbu

Os trabalhadores rurais se juntaram aos outros do mesmo despejo na BR 104

 

Nesta sexta-feira (31), as 27 famílias de trabalhadores sem terra deixaram a Praça Sinimbu, no Centro de Maceió. O desmonte das barracas teve inicio por volta das 9 horas. Deixaram a Capital às 11 horas com destino para a entrada da fazenda Gulangi, também conhecida por Cavaleiro, na margem da BR 104 do acesso à cidade de Murici, onde se juntam às outras 50 famílias também oriundas do despejo que completa um ano e oito meses, sendo que desses, 19 meses foram de ocupação da praça.

A motivação desse retorno se deu, segundo Rafael Simão Carlos da coordenação do MTL, nem tanto pela publicação do edital no inicio de agosto [com validade até junho do próximo ano] pelo Incra com as garantias dadas pelo Presidente do Incra Nacional Carlos Guedes de compra mais célere para que proprietários ofertem terras voluntariamente para a avaliação e compra pelo Instituto de Colonização e Reforma Agrária  - Incra de Alagoas. "O descrédito do Incra se dar pela lentidão e descumprimento em prazos para compra de terras ofertadas, além da reforma agrária ficar fora até o momento da agenda da presidente Dilma Russeff", disse o coordenador.

Segundo Rafael Simão, "a proposta do edital ainda não ganhou a plena confiança dos sem terra e, pelo jeito, nem dos proprietários que até então não ofertaram nenhum imóvel rural, por alguns já haver ofertado terras e o governo federal não cumprir os prazos apara arrecadação dessas terras, gerando mais conflitos". Ele ainda denunciou: "Sem falar que o presidente do Incra anuncia esse edital para um ano enquanto deixa o Incra a pão-e-água sem orçamento nem diárias para nada".

Os sem terra desocuparam a Praça pelas relações criadas aqui em Alagoas a partir do Comitê Estadual de Mediação de Conflitos Agrários, coordenado pelo Secretário Álvaro Machado, dos esforços da Superintendente do Incra, Lenilda Lima, que desde que assumiu que tem buscado de forma incansável uma resposta de terra definitiva para àquelas famílias.

Também dão crédito de forma especial à atitude dos desembargadores Tutmes Airan e do empenho pessoal do Presidente do TJ, Sebastião Costa Filho, que assumiram a articulação com os produtores para que acredite nessa oportunidade para quem quer vender suas terras com garantias e em tempo hábil. Dessa forma, a presidência do judiciário demonstrou um Poder justo e sensível para dar credibilidade às negociações no envolvimento das autoridades em busca de uma saída dos conflitos de forma pacífica, sem perder a autonomia e autoridade, em atenção aos excluídos do campo que são vítimas de tamanha  miséria e da concentração de terra.

Para a desocupação foram usados dois caminhões (um do Incra e outro da prefeitura) e um ônibus, além de  lona e cestas básicas para que tenham um mínimo de apoio até se instalem na margem da BR, onde, ainda que de forma temporária, plantarão  lavouras de subsistência. O sentimento das famílias como Maria Dahora, Sr. Jaime e Dona Quitéria é de alívio por estarem mais próximos do campo. "Espero que não demore mais um ano para a entrada definitiva na nossa terra", disse Dona Quitéria que é uma das acampadas e liderança.

 

"Pelo que passamos do despejo violento e sofrimento de praça, merecemos prioridade junto com as outras três áreas em despejo dos demais Movimentos" reivindicou Rafael Simão Carlos da coordenação.

                                                                                                                                                           

(Coordenação do MTL/AL)


sexta-feira, 24 de agosto de 2012

Trabalhadores Sem-teto do MTL ocupam terrenos em Murici


Os 250 trabalhadores chegaram pela manhã e montaram acampamento.


Duzentos e cinquenta trabalhadores sem-teto, coordenados pelo Movimento Terra Trabalho e Liberdade - MTL, ocuparam terreno para habitação na manhã desta sexta-feira (24). Os terrenos têm cerca de oito hectares, sendo parte da prefeitura e outra de particular. "A intensão é acomodar as cerca de cem famílias excedentes do Acampamento Portelinha que ficaram fora do cadastro das casas e atender outras famílias carentes" disse Antônio Alves da coordenação do MTL.

Após erguer as barracas chegou o candidato a prefeito da cidade, Cardoso, se dizendo dono de parte do terreno, revelando que outra parte é de propriedade da prefeitura, tentando convencer os sem teto a desocupar a sua parte.

"Como não recuamos, o candidato que tem tumultuado outro acampamento do MTL na cidade, saiu e voltou com cerca de quatro famílias, colocou uma bandeira de outro movimento, com a intensão de causar conflitos, promovendo ocupação com finalidade eleitoreira, o que pode lhe causar complicações por simular uma ocupação e causar conflitos com outro movimento por conta de suas brigas políticas" disse Antônio Alves. "Vamos lutar pelo terreno todo, completou".

Uma viatura da polícia militar esteve no local por volta das 14 horas, tirou fotos e quando os trabalhadores tentarem também fotografar a viatura, eles se retiraram às pressas. "Isso não é atitude de polícia e sim dos proprietários, denunciou José Amaro, um dos ocupantes".

Até a noite foi de improvisação para se acomodar. "Geralmente é assim nos primeiros dias, com dificuldades. Os próximos passos é garantir uma estrutura mínima para a energia e água para uma acomodação mais humana para famílias que se enquadram no perfil da casa dos programas do governo federal", disse Rafael Simão, membro da coordenação. Essa região foi arrasada pelas chuvas em 2010, na sua maioria as casas ainda não foram entregue.  

(por MTL/AL)

segunda-feira, 13 de agosto de 2012

Saída dos Sem-terra da Praça pode ser definida com vinda do Presidente Nacional do Incra


Carlos Guedes de Guedes pode anunciar convênio para compra de quatro imóveis rurais.


Nesta terça-feira (14) pode ser definida a saída dos trabalhadores rurais da Praça Visconde de Sinimbu, no centro de Maceió. A permanência de 17 meses na Capital, consequência do despejo da fazenda Cavaleiro (Murici), pode ser resolvida com anúncio de compra de terras que, também pode agilizar o acesso de trabalhadores a mais três imóveis rurais (em despejos) que ocasionaram os recentes bloqueios de rodovias contra despejos que aumentam as tensões agrárias entre os sem-terra versus fazendeiros e usineiros, receberá um reforço de Brasília.

Como houve recuo pelo governo federal na aquisição de quatro imóveis rurais mais antigos e tensos (Bota Velha [CPT], Gulangi [MTL],  São Semeão [MLST] em Murici e São Sebastião [MST] em Atalaia)  e esgotadas as tentativas de desocupação pacífica de duas das quatro Fazendas (São Sebastião em Atalaia e São Simeão em Murici), restou o uso da força policial pelo estado para cumprir a ordem de despejo do Juiz Agrário, Airton Tenório.

Com a ameaça de despejo, os trabalhadores reagiram e bloquearam várias rodovias em protesto há uma semana e no dia da desocupação forçada em Atalaia, os movimentos agrários (MTL, MST, MLST e CPT) uniram-se e apoiaram a disposição dos sem terra que anunciaram a resistência à desocupação como protesto à atitude do Ministério do Desenvolvimento Agrário (MDA) que retirou da agenda a aquisição desses imóveis rurais.

Com os ânimos acirrados e sem acordo, era tido como inevitável um enfrentamento entre trabalhadores e policiais, podendo reproduzir o massacre que resultou no assassinato de 21 sem-terra em Eldoraldo dos Carajás (Pará) em 1996, em cumprimento a outro despejo. Para evitar um derramamento de sangue, os Desembargadores do Tribunal de Justiça de Alagoas (TJAL) Sebastião Filho (Presidente) e Tutmés Ayran foram ágeis, em fazer reunião de emergência no Instituto de Colonização e Reforma  Agrária (Incra) em Brasília com o apoio do governo de Alagoas, em busca de saída para o conflito.

O resultado desse  empenho será anunciado na reunião extraordinária do Comitê de Mediação de Conflitos Agrários, coordenado pelo Secretário Álvaro Machado, que ocorre nesta terça-feira (14) às 9 horas, no Salão de Despacho, no antigo Palácio do Governo de Estado com a presença do Presidente do Incra Nacional, Carlos Guedes de Guedes.

Na pauta, os despejos e outros assuntos. Para Antônio Alves da coordenação do MTL, "o que se espera é que o convênio esteja entre os outros assuntos, que resolve a situação de quatro acampamentos, incluindo o povo que se encontra na Praça (Sinimbu)". "Um confronto no campo traria grandes consequências para os trabalhadores, Governo de Alagoas e judiciário, além de anular o empenho dessas autoridades e dos membros do Comitê para que haja mais agilidade na reforma agrária, paz no campo e o cumprimento às ordens judiciais", disse Valdemir Agustinho do MTL.


  (Assessoria MTL)

quinta-feira, 9 de agosto de 2012

Ameaça de espejos aumenta tensão no campo em Alagoas e autoridades buscam saída em Brasília‏

Com reforma agrária paralisada, o número de despejo aumenta na vara agrária e movimentos reagem.

O aumento de despejos concedidos pela vara agrária e a paralisação da política agrária tem acirrado os ânimos entre trabalhadores sem terra versus latifundiários e mobilizado autoridades em busca de uma agenda positiva para a diminuição dos conflitos em Alagoas. Um desses momentos de tensão motivou a criação pelo governo de Alagoas, do Comitê de Mediação de conflitos agrários para negociação das classes opostas - e diretamente envolvidas - no campo: movimentos agrários, FUNAI (índios) e produtores rurais, coordenado pelo Secretário do Gabinete Civil, Álvaro Machado.

Para equilibrar o diálogo e apontar respostas, o Comitê conta com as presenças do Juiz e Promotor Agrários e Defensora Púbica Agrária; do Incra, TJAL (através do Desembargador Tutmés Ayran e do próprio presidente, Desembargador Sebastião Costa Filho). AMA, Iteral e Seagri também participam. Embora haja uma vaga para a Assembleia Legislativa, por razões óbvias, esta nunca indicou o nome. Por demanda do Comitê, vários órgãos e autoridades foram “provocadas” a responder pautas que amenizem a tensão no campo.

A iminência de conflitos tem mobilizado autoridades e criado agenda em Brasília para a questão agrária em Alagoas. Entre os que tiveram reunião com o governo federal foi o Governador Teotônio Vilela Filho, os Desembargadores Sebastião Costa Filho e Tutmés Ayran do Tribunal de Justiça e a Superintendente do Incra em Alagoas Lenilda Lima. Além de trazer ao estado, representantes de Brasília como o Ouvidor Agrário Nacional, do Núcleo de Combate à Violência no Campo, do INCRA e Ministério do Desenvolvimento Agrário(MDA).

Mesmo com esse esforço de criar um ambiente de negociação, que serve de modelo para outros estados em busca de experiência pacificadora na mediação de conflitos no campo, a reforma agrária não avança. São comuns despejos em cascata em Alagoas, destruição de lavouras, denúncias de ameaças e até de mortes de trabalhadores rurais. Os bloqueios de rodovias voltaram a ser mais frequentes à medida que as metas de assentamentos deixam de ser cumpridas pelo governo federal.

Na reocupação da Praça Sinimbú no centro de Maceió, na madrugada desta quinta (09) os trabalhadores que ocupava o Incra há dois meses fizeram uma assembleia, após o erguimento das barracas, regataram a história de luta e das dificuldades no campo, na praça e no Incra. “o retorno para a praça poderá não ser por muito tempo. Haverá reunião em Brasília no dia 28, dependendo do aceno positivo para assinatura do convênio, poderemos retornar para o campo logo após, ainda que seja para as margens de rodovias” disse Antônio Alves, um dos coordenadores do MTL.

Para a agricultora Quitéria Paulino “a Praça é melhor que o Incra, mas bem melhor é estar no campo, produzindo. Praça de Cidade não é nosso canto. Quando vimos é forçado por despejos”. Para Rafael Simão Carlos, da coordenação do MTL, "a espectativa é de que o convênio para aquisição de fazendas não se perca na burocracia".

Outra expectativa é a reunião do Comitê de Mediação de Conflitos Agrários, que ocorrerá na próxima terça-feira (07) às 9 horas, no antigo Palácio do Governo de Estado, que tratará da resposta da reunião emergencial do Governador e dos Desembargadores do TJAL em Brasília, nesta quarta (08), em busca de medidas para distensionar o campo. Contará com a presença do Presidente do Incra Nacional, Carlos Guedes de Guedes.

(Assessoria MTL)

Mais imagens da reocupação http://www.facebook.com/mtl.alagoas

sexta-feira, 27 de julho de 2012

Empresário Rafael Tenório tenta se apropriar de terras da união

Em audiência, os trabalhadores denunciaram ameaças e contestaram o despejo.

Ocorreu nessa quinta (26), audiência na sede da vara agrária para tratar de ação de reintegração de posse, tendo como autor o ex-amigo do prefeito de Maceió e polêmico empresário, Rafael Tenório, contra os acampados do MTL que se instalaram nas imediações do município de Messias, próximo ao posto Flecha. A ação de despejo é na prática uma tentativa de afastar os sem terra das margens da BR 101 – área da união - em messias, próximo a Subestação Teotônio Vilela, da Shesf, para plantar mais cana.

Os sem terra recorreram à margem da rodovia federal após a vara agrária ordenar vários despejos no início de 2011, totalizando mais de vinte imóveis rurais da usina Utinga Leão com destruição de lavouras e de barracas. Após a “limpeza”, Rafael Tenório adquiriu propriedades nessa região. Com a expulsão, os sem terra montaram acampamento na margem da BR 101, área de domínio da união. Como foi insuficiente, também substituíram a cana cultivada irregularmente debaixo da rede elétrica próximo da subestação, por mais culturas familiares.

A comissão do MTL representada por Rafael Carlos apresentou fotos da faixa de terra ocupada pelos trabalhadores com barracas e lavouras, contestando a suposta “invasão” à propriedade. Foi apresentada outra imagem da queima de cana embaixo da rede elétrica, comprovando os riscos da ação: o fogo atingia a altura da fiação, podendo causar apagões e danificar equipamentos, que podem causar interrupção no fornecimento de energia. Os Trabalhadores relataram que, com as chamas em alta, é possível escutar “estalos” do curto-circuito na rede.

Os trabalhadores denunciaram as ameaças por parte do autor da ação. “Ele chega com vários seguranças, mandando parar o cultivo de lavoura na faixa de terra da união como se fosse sua, com intimidação”, denunciou o agricultor Amaro José, 53, acampado há dois anos. O promotor Agrário orientou que, caso houvesse ameaça, os trabalhadores deveriam registrar a queixa na delegacia da cidade, que não pode se omitir no registro da ocorrência.

Com o impasse, a defensoria pública solicitará ao Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes (Dnit) informações sobre o espaço ocupado pelos trabalhadores se está na faixa da união; e à Eletrobrás, quanto ao domínio e extensão da área por onde passa a rede elétrica, à margem da BR101, onde estão os acampamentos. Outro encaminhamento será o envio das provas do uso da faixa de terra da união com plantações de cana e consequente queimadas embaixo da rede elétrica para os órgãos de controle, IMA e Ministério Público, para averiguação de prováveis danos e ilegalidades.

Enquanto não se tem certeza a quem pertence a área ocupada e se houve ou não a ocupação do imóvel particular reclamado por Tenório, o Juiz Agrário Airton Tenório homologou um acordo, que os trabalhadores permanecessem na área dentro do limite da união e que também não houvesse mais arranca de cana até as respostas dos órgão consultados.

Vários fazendeiros e usineiros usam, de forma ilegal, a faixa da união das margens das rodovias com finalidade comercial com plantio de cana de açúcar ou pecuária, que, entre outros danos como as queimadas e aplicação de venenos próximos a rios e nascentes, encobre as placas de sinalização de trânsito, podendo causar acidentes, ao contrário das culturas de subsistência com ciclo curto, da agricultura familiar, com instalação provisória, enquanto espera-se a terra.

(Coordenação do MTL/AL)

quarta-feira, 6 de junho de 2012

MTL mobiliza 700 trabalhadores, tranca o Incra com cadeado e ocupa três órgãos públicos em Maceió

 

NOTA

      

 

 São trabalhadores Sem Terra e Sem Teto na luta por terra,  moradia e desenvolvimento para assentamentos.

 

Mobilizando cerca de 700 trabalhadores sem terra e sem teto de nove municípios, o MTL realiza protesto contra o despejo desastroso  da Praça Sinimbu, por moradia, terra e desenvolvimento para os assentamentos, FECHOU O INCRA COM CADEADO  E CORRENTES -  paralisando em definitivo os trabalhos dos funcionários  e OCUPOU mais três órgãos públicos em Maceió na manhã desta quarta-feira (06) são eles: IBAMA, SEINFRA/AL e  DNIT – pelos motivos  abaixo:  

 

INCRA - Em janeiro de 2011 o judiciário despejou 75 famílias da fazenda Cavaleiro, em Murici. Dessas, 27 ocuparam por 15 meses a Praça Sinimbu, em Maceió. Foram despejadas pela prefeitura e judiciário, levadas para Branquinha e expulsa do Assentamento Flor do Mundaú  em ação organizada pela prefeita Renata Moraes, que articulou cerca de 150 pessoas para ameaçar os sem terra caso se instalassem em lote do assentamento, defendendo os compradores ilegais de lotes que na "emboscada" se encontravam armados e dizendo-se dispostos a tudo. Expulsaram os sem terra do assentamento e da  cidade.

 

Com a expulsão, os sem terra retornaram para Maceió com seus pertences nos mesmos transportes e ocuparam a sede do INCRA à note do dia  do despejo (31 de maio). Hoje, por volta das oito horas os ocupantes do Incra fecharam os portões com cadeado e corrente, paralisando as atividades do órgão definitivamente pela agilidade do convênio que comprará quatro imóveis rurais (um para cada área de conflito dos Movimentos – MTL, MST, MLST e CPT).

 

Este Convênio se arrasta há um ano, e sequer  foi assinado entre MDA – INCRA – Governo de Alagoas. A compra dessas fazendas resolve em definitivo o problema dos trabalhadores que estavam na Praça Sinimbu e  agora estão morando dentro do INCRA e dos três acampamentos dos demais movimentos em despejo na Vara Agrária, na iminência de conflitos.

 

Além do protesto pelo convênio, os trabalhadores também reivindicam do INCRA-AL e MDA-DF, 1) Publicação do EDITAL DE ATES – paralisadas desde março (garantia de recurso no Orçamento). 2) Convênio de aquisição dos quatro imóveis rurais; 3) Mapeamento Fundiário – conclusão pelo Estado/Iteral (falta repasses de parcelas do convênio com MDA, além dos serviços já realizados não publicados); 4) Recursos para novas vistorias (depende da descentralização do Orçamento INCRA/MDA);

IBAMA – ocupação na sede na Gruta se deu em reinvindicações das licenças ambientais pendentes. Tem pendencias também no IMA, que recebeu recursos do MDA para emitir emissão das licenças  exigidas para produção e implantação de infraestruturas nos assentamentos. O caso mais grave é a demora do IBAMA de Brasília, de quem depende o licenciamento do Assentamento Buenos Aires (Maragogi) por ser de fronteira interestadual - já dura mais de ano sem resposta;

DNIT – O protesto na Sede do órgão federal  no Jaraguá é pela conclusão do asfalto do acesso entre os municípios de Flexeiras e São Luiz do Quitunde que foi alvo de protesto. Compromisso foi assumido pelo governo de Alagoas. Obra começada no início de 2011. É financiada pelo DNIT. A empresa fez trechos alternados e parou deixando "pedaços" intercalados da pista sem o asfalto para serem concluídos depois, devido o "encharcamento" da terra nesses trechos e a obra terem iniciados em tempos de chuvas.

A obra foi abandonada. O MTL juntou-se com os trabalhadores do transporte alternativo e bloqueou a BR 101 no trevo de acesso a Flexeiras há cerca de quatro meses. O DER começou uma operação "tapa-buracos"  que durou cerca de 15 dias e o DNIT mandou parar e retirar as máquinas alegando que a obra era de competência do DNIT sem retomá-la.

 

Com as chuvas recentes, as condições de trafegabilidade piorou, os motoristas são forçados a dirigir em baixa velocidade, o que tem aumentado os casos de assaltos e riscos para o transporte de estudantes, da produção para as feiras (perdas e difícil acesso) e de emergência na saúde. Para complicar ainda mais, não se tem segurança da PM dos Municípios de São Luiz do Quitunde e Flexeiras.

 

SEINFRA Ocupada as nove horas para as habitações do Acampamento sem teto Dandara (Maceió) e Otávio Amaro (Novo Lino). O Acampamento Dandara (Maceió), existe há seis anos no Benedito Bentes. O Governo do Estado comprou o terreno, fez o projeto. Não incorporou o imóvel à área urbana de Maceió. Tem garantia de recursos junto a Caixa Econômica Federal e empresa certa para construção, dependendo - desde novembro de 2011 - de alvará da obra pela Prefeitura de Maceió.

A Secretaria de Planejamento de município não autorizou e emissão do Alvará, assumiu o processo de inclusão do imóvel à área urbana que depende estar na Procuradoria Municipal para depois ir para a câmara de vereadores em meio a esvaziamento para as eleições. A Seplam solicitou mudanças no projeto urbanístico feito pela SEINFRA. Há desencontros de informações entre as secretarias de Maceió e Estadual (SEINFRA). O  MTL tenta há meses reunião entre as pastas.

   

A pauta para o Acampamento Sem teto Otávio Amaro (Novo Lino): Os moradores sem teto ocuparam terreno comprado pela prefeitura em 2008 e ganharam no TJAL o direito de permanecer no  imóvel até construção das casas. A gestão atual do município herdou o terreno pago e  perdeu em quatro anos todos os prazos, não protocolou projeto e agora próximo às eleições quer doar apenas  terrenos e ameaça de expulsão quem não assinar o termo de doação.

A  prefeitura foi ocupada em maio e solicitado uma audiência na SEINFRA com o secretário Marco Fireman, o prefeito Everaldo Barbosa (PMN), a Promotora da Cidade, Centro de Direitos Humanos da PM, Defensoria Pública do Município e uma comissão dos sem teto. A reunião já foi adiada por duas vezes pela SEINFRA.

 

Nessa mobilização os 700 trabalhadores (a) que  protestam em quatro  órgãos públicos vem dos municípios de Maceió, Novo Lino, Messias, Rio Largo, União, Murici, Flexeiras, Maragogi, São Luiz do Quitunde.

 

(Coordenação do MTL/AL)

 

 

 

 

segunda-feira, 28 de maio de 2012

Prefeito de Novo Lino é denunciado por crime eleitoral

 

Everaldo Barbosa (PMN) já doou parte de 300 terrenos na véspera das eleições.

 

No dia 14, cerca de 150 sem teto do MTL ocuparam a prefeitura de Novo Lino. A desocupação ocorreu mediante agenda de reunião para o dia 22, na Sede da SEINFRA em Maceió, com as presenças do Secretário Marco Fireman,  do Centro de Gerenciamento de Crises da PM,   promotora, Defensor público e o prefeito  da Cidade de Novo Lino, Everaldo Barbosa (PMN), com uma comissão dos Sem teto.

No dia da reunião  o Secretário Marco Fireman, através de sua assessoria,  desmarcou a agenda de última hora. A comissão dos sem teto já se encontrava em Maceió.  A nova data ficou para esta segunda-feira  (28). Para surpresa do MTL, quando a comissão chegou na SEINFRA  ( Maceió) às 15 horas, foi surpreendida  com a ausência do secretário. O MTL não aceitou tratar o assunto com assessoria e achou  um desrespeito do governo do estado, representado por Marco Fireman,  que estava se recusando a receber a comissão.

O clima é tenso, pois o coletivo do MTL na Cidade acusa Everaldo Barbosa de usar policiais-seguranças para ameaçar as famílias  de despejo e de cometer crimes diante de autoridades. Além de descumprir acordo mediado pelo  Desembargador James Magalhães que homologou a compra do terreno em 2008 junto à prefeitura,  a ex-proprietária e o MTL, dando direito da famílias permanecerem no terreno e pondo fim ao despejo.

"Everaldo perdeu prazo para elaboração do projeto em todo seu mandato, e  nas vésperas das eleições, está doando trezentos terrenos cometendo crime eleitoral, o que pode desiquilibrar a disputa por uso da máquina pública, mesmo com candidatura duvidosa" - disse uma liderança dos sem teto.  Segundo ele, a doação de imóvel  público não foi aprovada na câmara de vereadores . Outra  moradora sem teto denunciou, temendo se identificar,  que "a equipe do prefeito estaria exigindo título eleitoral para formular o contrato de doação".  

Técnicos da Caixa Econômica Federal  ao checar análise de permeabilidade do solo descartou uma parte do terreno para habitações pela capacidade de encharcamento em tempos chuvosos - esse espaço também é alvo de doação. Para complicar ainda mais a ação, a Defesa Civil Estadual fez uma vistoria numa rua onde foram construídas casas irregularmente e apontou sérios riscos de desabamentos, caso a prefeitura não aja para acontecer uma catástrofe. No relatório de abril, os técnicos apontaram para um estudo geológico para orientar a prefeitura sobre sua expansão urbana.  

Everaldo Barbosa, após a ocupação na prefeitura passou a recolher os papéis da cessão criminosa, tentando apagar provas da ilicitude, dizendo que faria um sorteio, sem deixar cópias. Vários se recusam a devolver. E o local da farra dos terrenos não tem a licença ambiental para tal desmembramento dos lotes urbanos. A única licença obtida no IMA foi para uma área desmembrada para apenas 30 casas, onde caberia 300. A coordenação dos Semteto vai levar o caso à justiça.

(MTL/AL)     

 

sábado, 10 de dezembro de 2011

Novo Lino vive caos na saúde e prefeitura comete crime ambiental

O secretário de saúde tem curso de veterinária incompleto e lixo hospitalar é jogado perto de rio
Novo Desde que foi desbaratada uma quadrilha em 2010 [segundo o promotor] que desviava recursos públicos através das licitações em Novo Lino, culminando com o afastamento por quatro meses e várias ações de improbidade ofertadas pelo MPE ao tribunal de justiça, que o prefeito Everaldo Barbosa (PMN) e o município vivem uma situação controvérsia e conturbada, com o futuro cheio de incertezas.

O secretário de saúde era Marcos Barbosa, primo do prefeito, que deixou a pasta em setembro, após tornar-se réu em processo na justiça estadual pelas licitações fraudadas. Dispensando o zelo com a saúde da população, o prefeito nomeou o senhor Carlos Souza, conhecido como “Carlos veterinário”.

Mesmo nessa profissão nobre [veterinário] ele não concluiu o curso. A lei impede que ele trate [profissionalmente] da saúde dos animais, mas, não de ser responsável pela saúde da gente – reclama indignada, Maria José do Carmo, usuária do SUS,instada a comentar a nomeação para chefia da saúde.

Os problemas na atual gestão não param por aí. Ainda na área da saúde, os garis ao relatar as péssimas condições de trabalho e o risco a que são submetidos pelo Secretário de Administração, Ednaldo Barbosa (irmão do prefeito), acabaram denunciando mais crimes da atual gestão: condições de trabalho, coleta e destino do lixo hospitalar irregular.

O destino do lixo da cidade - incluindoo lixo hospitalar com material pérfuro-cortante, segundo o gari, é a cerca de dois quilômetros da área urbana, e o local que não é licenciado pelo IMA, fica a cerca de 150 metros do rio Manguaba. Em terreno inclinado para o leito dorio. Chovendo, tanto o chorume, quanto outros resíduos leves são arrastado para a água, denuncia o gari.

Pela Resolução do Conama nº 358, de 29 de abril de 2005 (Conselho Nacional de Meio Ambiente) é de responsabilidade do município a coleta, seleção e destino para local licenciado pelos órgãos ambientais estaduais. Em Alagoas cabe ao IMA o licenciamento e fiscalização. Também a Vigilância Sanitária deve monitorar a seleção e destino do resíduo hospitalar.

Os garis cumprem a função irregular de coletores na caçamba do lixo (agregada por outro irmão do prefeito), pois no último concurso essas vagas não foram preenchidas. Também denunciaram que pessoas fizeram o concurso para gari, se apadrinharam do prefeito, e foram “desviadas” para área administrativa ou para serem vigias em outras secretarias. E para suprir tem gente contratada de forma irregular.

Com esse descaso com a saúde pública, as vítimas (além da natureza) começaram aparecer. Primeira vítima do caos se deu na reação ao tratamento do SUS na cidade foi pela usuária Cosma Maria que no dia 26 de outubro flagrou uma funcionária do Laboratório Municipal Olindina Claudino, recolhendo, logo após descarte em lixeiro no ambiente de esperados exames, uma cartela de seringas não utilizadas.

Ao perceber a reutilização de material jogado no lixo, recusou-se a realizar exames com o material do laboratório, comprou novos na farmácia. Outras pessoas que presenciaram a confusão fizeram o mesmo. Isso causou um princípio tumulto no recinto e discussão com a funcionária. Segundo a usuária, no dia havia umas vinte pessoas. Ao sair, ainda fui seguida pela profissional da saúde, para tentar me intimidar para que não dissesse o ocorrido na rua – desabafou a doméstica e usuária do SUS.

Um mês depois a segunda vítima foi Claudio Ramos Lopes, casado, 34 anos, seis filhos, gari concursado, mas exerce a função de coletor na caçamba, no último 23 de novembro sofreu acidente e teve a mão esquerda perfurada por agulha utilizada recolhida junto com o lixo hospitalar. Ao ser atendido, a médica o alertou do perigo que corre e o submeteu a medicação para tentar evitar possíveis contaminações. Os riscos maiores são de AIDS ou uma hepatite grave.

Em atendimento no Hospital Hévio Auto, foi coletado sangue para exame para detectar possíveis contaminações e iniciou um tratamento com retorno a cada seis meses. Foi encaminhado para tomar injeções para prevenção no HU da UFAL. Não teve apoio da prefeitura, desde que voltou da consulta continuou trabalhando e apesar da urgência e dos riscos que corre, faz um mês que tenta um carro para tomar as injeções na UFAL e simplesmente não consegue o transporte na saúde.

A vigilância sanitária, que até pouco tempo, dividia uma sala de cerca de 9 m2 com a secretaria de agricultura e meio ambiente, pouco tem feito. Não foi por falta de apoio nem de recursos. O responsável, Alfredo Soares, também acumulou o cargo de membro da CPL da prefeitura, e terminou preso, pelo promotor (em 2010) por tentar ocultar documentos públicos e virou réu em ação no TJAL. Também não foi por falta de recursos que nada fez.

A pasta da vigilância em 2010 teve gastos na ordem de um milhão e trezentos mil reais. Apenas apreendeu três caixas de remédios vencidos. Em quanto isso a maioria que apoia o prefeito na câmara de vereadores, não vê nada, não sabe de nada e nem age e ainda abafa a CPI. O MTL foi procurado pelas pessoas e deve encaminhar a denúncia para a vigilância sanitária, IMA e Promotoria de Novo Lino.

( Fonte: Força Sindical de Novo Lino )

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sábado, 3 de dezembro de 2011

O retrocesso na reforma agrária

Orçamento para o setor retrocederá, chegando aos patamares do governo Fernando Henrique Cardoso

2/12/2011 17:28,  Por Blog do Miro
 
Por Vinicius Mansur, no jornal Brasil de Fato:

O projeto de lei que estima a receita e fixa a despesa da União para o exercício financeiro de 2012 (PLN 28/2011), enviado pelo Palácio do Planalto e que deve ser votado pelo Congresso Nacional até o final deste ano, traz más notícias para a reforma agrária.

quarta-feira, 30 de novembro de 2011

Incra anuncia convênio com o governo de Alagoas para facilitar obtenção de terras

CASO O CONVÊNIO SEJA CÉLERE,  RESOLVERÁ O PROBLEMA DA PRAÇA EM SEIS MESES


O governo do Estado vai poder comprar imóveis rurais e criar novos assentamentos para que o Instituto Nacional de Colonização e Reforma Agrária (Incra) resolva problemas mais urgentes da reforma agrária em Alagoas.

Após despejo violento autoridades abandonam sem terra na praça


Retorno para o campo depende agora do governo de Alagoas que travou na burocracia


Associação de militares de PE após campanha  caluniosa  são obrigados a bancar esses outdoors pelo MPE 

O acampamento da Praça Sinimbu, das famílias despejadas em 24 de janeiro

TERRA: VIDA SEM VIDA, MORTE DESTEMIDA...

TERRA, bem natural,
Não é mercadoria, patrimônio, capital.
Vejo, no passado e presente,
Gente sem terra, terra sem gente.
Generosa! Alimento, fruto do chão!
Porque, existe fome de pão?
Terra apropriada,

terça-feira, 29 de novembro de 2011

Confira a tabela sobre as áreas com despejo em Alagoas

sexta-feira, 11 de fevereiro de 2011

Áreas com despejo em Alagoas – 2011

MOVIMENTO

NOME DO ACAMPAMENTO

MUNICÍPIO

Nº DE FAMÍLIAS




CPT
Gitirana
Messias
40
Baixa Funda
Messias
32
Pachamama
Messias
45
Flor do Bosque 2
Messias
17





MST
Areias/Calabouço
Maragogi
90
Pintado
Jacuípe
60
Peru
Matriz de Camaragibe
95
Ceridó
Murici
70
São Brás
Paripueira
47
Cruzeiro
Paripueira
72
Santa Quitéria
Paripueira
34
Macarenco
Paripueira
28
Paraguai
Paripueira
54


MLST
Jundiaí Água Branca
Branquinha
72
Boa Fé
Messias
60
Novo Horizonte
Messias
60




MTL
Cavaleiro II
Murici
75
Urucu
Murici
45
Esperança
Messias
28
Riacho de Pedra
Murici
35
Mooco
Murici
33
Bom Regalo
Murici
58
Pau Amarelo
Rio Largo
28
Canoel
Rio Largo
45
Águas Claras
Rio Largo
38
Riachão
Messias
22


TOTAL

26 ÁREAS


1.283 FAMÍLIAS CAMPONESAS



DISTRIBUIÇÃO POR ORGANIZAÇÃO:
CPT: 134 famílias despejadas de 04 áreas
MST: 550 famílias despejadas de 10 áreas
MLST: 192 famílias despejadas de 03 áreas
MTL: 407 famílias despejadas de 10 áreas
 
 
 
http://cptalagoas.blogspot.com

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